Durante a Vélorution Universelle aconteceu um encontro de cicloficinas, participaram umas 30 pessoas que relataram um pouco sobre o contexto de suas cidades em relação a Massa Crítica e sobre a situação e o funcionamento das cicloficinas onde participavam.

Cidades que participaram do encontro de cicloficinas comunitárias durante a Vélorution Universelle.

Paris
Atelier de la vélorution
Madrid
Maravillosa Ciclococina
Roma
Ciclofficina Popolare ex Lavanderia
Lyon
Pignon sur rue
Nancy
Dynamo
Nantes
http://www.velocampus.net/
Ireland
http://www.rothar.ie/
Toulouse
plusieurs associations
Montpellier
http://vieuxbiclou.org/

Uma lista com a grande maioria das oficinas comunitárias espalhadas pelo mundo

Coopbike
Em São Paulo, há alguns anos atrás ocorria a Coopbike, um embrião de cicloficina que se reunia geralmente aos sábados de manhã na praça do Porquinho (no parque Ibirapuera) e ocorriam as manutenções de bicicletas, trocas de experiências e aprendizagens entre os participantes. Vislumbrou-se instalar a oficina num local fixo, porém o projeto ficou em “espera” tempo demais e acabou esfriando os ânimos.
a reunião de ciclooficinas durante a vélorution universelle

La friche ( Lyon )
Esta cicloficina gerida por um pessoal autonomo fabrica seu próprio modelo de triciclo multiuso. Ela se localiza numa ocupação “legalizada” em Lyon, uma antiga fábrica de pneus da renault Friche RVI ( daí o nome da oficina). Dentro da mesma ocupação existem atividades relacionadas à dança, ao circo e à música, além das pessoas que moram por lá.



mais fotos…

Le recycleur ( Lyon )
Esta cicloficina faz parte de uma federação de associações que juntas mantém sob o mesmo local: uma cicloficina ( com mais de 1400 associados), um centro de documentação sobre bicicleta, um instituto de promoção a bicicleta como meio de transporte e uma associação de usuários de bicicleta.

É um local de muita afluência de pessoas, principalmente antes e depois dos horários de entrada e saída do trabalho, a hora do rush (todas as bancadas ficam ocupadas e é possível que você tenha de tomar um cafézinho e bater um papo com os outros associados antes de ter um lugar pra você trabalhar ou aprender.



Mais fotos…

Le vieux Biclou ( Montpellier)

Esta cicloficina é bastante jóvem, começou suas atividades em 2005 e atualmente conta com 400 associados, recentemente o local da cicloficina mudou para um lugar maior.

Montpellier, uma cidade de 300 mil habitantes no sul da França, é um pólo universitário, grande parte de sua população é de estudantes, por isso durante o ano letivo existe também um anexo do Le vieux Biclou que acontece na universidade Paul-Valéry.



Oficina móvel

Se você não pode ir até a cicloficina, ela vai até você. Dentro de suas gavetas, mais coisas do que você pode imaginar: câmeras, pneus, cabos, pastilhas além de muitas outras coisas…

Atelier de la Vélorution ( Paris )

Em Paris, esta cicloficina, mantida pelo pessoal da massa crítica fica dentro de uma grande ocupação de imigrantes que tem uma luta bem ativa pela regularização de suas situações.

Depois de 6 dias de estrada, 880 km rodados, muitas montanhas, minha primeira cicloviagem solitária chega ao fim.
Neste post, uma pequena visão desta travessia da França, busca apresenta um olhar sobre a cultura e a paisagem francesa. Uma viagem curta, 6 dias apenas, não é o suficiente para saciar o desejo do viajante de conhecer e descobrir coisas. Fica aquele sentimento de quero mais… então minha cabeça já começa a pensar em qual será a próxima…
Eis como foi a jornada…

Já havia pedalado em estradas francesas, porém foi desta vez que eu pude enfrentar quase todos os tipos de caminhos: auto-estradas, estradas nacionais, estradas departamentais, estradinha pequenas e até caminhos minúsculos. As paisagens mudam bastante e ao longo dos km rodados. Florestas, pinheiros, campos, trigo, vinhedos, pastos, chuvas, subidas, montanhas, descidas, vilarejos, rios e canais. Represas, penhascos, rochas, calor, seca, montanhas, vinhedos, subidas, descidas, platanos, grilos, sinfonia, rios secos e canais. Ficam nitidas as diferenças entre o norte e o sul do país.

A França é um país muito tranquilo de se pedalar, quase todos os motorizados tomam muito cuidado ao ultrapassar a bicicleta na estrada, tomando uma grande distância quando se aproximam. Além de exisitir estrutura para os ciclistas em todas as cidades. Paraciclos, ciclofaixas, ciclovias, placas sinalizando ciclistas, etc. são algumas das estruturas que encontramos em maior ou menor grau em cada cidade.


Todos os dias encontrava pessoas pedalando na estrada, seja esportistas treinando, seja pessoas viajando.
Um dia, acabei almoçando com um cicloturista holandês que estava viajando de Utrecht até Barcelona, ele estava seguindo a Via verde uma rede de ciclovias e caminhos que liga diversas cidades na europa, no caso Amsterdam até Barcelona. Constatamos que um trecho de nossas viagens poderiam ser feitos juntos. Pedalamos até o final do dia paramos no mesmo camping, foi uma companhia bastante simpática que me fez descobrir a via verde.
Aqui um link para um site contendo todas as vias verdes da França – http://www.voies-vertes.info/

Agora algumas imagens…
Les bois de Fontainebleau



Girassóis para todos os lados

Igreja do século  XIII



Castelo em Ilha no rio Loire

Eric, o holandês

Le Puy en Velay


Le Puy en Velay

Eu bebo 7 litros de água por dia!

A via verde passa pela antiga linha de trem, por tuneis…


Durante centenas de anos a única fonte de água nas cidades era a água dos poços.


Dans le parc national des Cévennes




500 metros de descida até chegar na barragem de Villefort.



Um bom almoço improvisado em Villefort.
Sur la route de Alès

Pedalei com François no último dia, ele também estava indo para Montpellier( Maugio na verdade)

Place de la Comedie, fim da viagem, 880km rodados e um pequeno recorte sobre a França na minha cabeça.

Aqui voce encontra mais fotos:
http://picasaweb.google.fr/homemdodedo/EnVeloDeParisAMontpellier#

*O post foi realizado num teclado sem os acentos, serão corrigidos após minha volta ao Brasil.

Do 1° até o dia 4 de Julho aconteceu em Paris a Vélorution Universelle, um grande encontro de massas criticas de vários países da Europa que se reuniram para celebrar a bicicleta como meio de transporte eficiente e não poluente

Durante o evento ocorreram projeções de filmes relacionados a mobilidade urbana, um encontro das cicloficinas de diferentes cidades e uma grande massa critica que contou com a participação de mais de 2000 pessoas. (Muito sortudo e com um atraso em meu voo para chegar em Paris acabei perdendo a mega pedalada).

Massa Critica











o encontro de oficinas comunitarias



Nesta reunião diversos grupos de diversos países apresentaram suas experiências, sua organização e uma breve apresentação de como funciona a massa critica por la.
Foram relatadas as experiências de Madrid, Milão, Lyon, Irlanda, Toulouse, São Paulo, Montpellier e Nancy.

Em breve farei um post mais detalhado sobre o assunto.

Algumas palavras de ordem cantadas durante a pedalada:

Libérez les piétons enfermés dans les voitures! ( Libertem os pedestres, presos dentro dos carros!!)
Bagnoles, ras-le bol! (Saco cheio dos carros!)

Mais fotos:
Vélorution Universelle – Picasa
Mais informaçoes:
http://velorutionuniverselle.org/
Vélorution Paris:
http://www.velorution.org

Visitar a família no sul da França é um ótimo motivo para fazer uma viagem, ainda mais quando temos a possibilidade de fazer isso de bicicleta.
Quarta-feira dia 7 começa uma jornada para atravessar a França, veja o roteiro abaixo:


Bike route 306017 – powered by Bikemap 

http://www.bikemap.net/route/306017

Em Paris, estará acontecendo a Vélorution Universelle/ a Massa crítica universal, que começou no dia 1 até o dia 4 de julho.
http://velorutionuniverselle.org/articles/spip.php?article60

Durante o encontro acontece o

Enquanto isso, o Tour de France vai começar no dia 3 de julho e fará uma volta do país, porém diferente de uma viagem de cicloturismo, uma competição desta envergadura é regada a patrocínios e dopagem dos ciclistas.

Faixas compartilhadas, ciclofaixas, placas, etc.
É preciso sinalizar para se fazer visível?
Sentiu falta de uma sinalização em algum lugar? Faça você mesmo!





Exibir mapa ampliado

No meio do mês de abril, três amigos se reúnem para realizar uma viagem (600km), uma volta ao passado, um isolamento da vida na cidade que durou 8 dias.
A rotina de viagem se constroi nas paisagens de Minas Gerais, embriagam com suas cores e seus horizontes que se abrem no topo de cada morro. Percorrer os morros do Caminho Velho da Estrada Real nos transformou em viajantes do século 18 que iam de cidade em cidade levando suas aventuras nas costas.




Mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/fingermann/sets/72157623806354007/

Convido tod@s aquel@s que utilizam a bicicleta em seu cotidiano, aquel@s que não o fazem mas sonham e aquel@s que nunca haviam pensado em fazer isso
a participarem de uma bicicletada.


Toda última sexta-feira do mês a partir das 18 horas na praça do Ciclista.


Exibir mapa ampliado

Passar o feriado do carnaval pedalando pelas ilhas é uma boa oportunidade de redescobrir lugares
O que a cheia de um rio pode fazer


Será que pode piorar ainda mais?

Ônibus municipal

Sempre ao sul

Um belo lugar para se furar o pneu, através da fita anti-furo, com uma espinha de peixe!

Mais fotos aqui: http://picasaweb.google.com/homemdodedo/Carnaval2010RegistroAteParanagua

Em novembro de 2009, aconteceu o ato de fundação da associação dos ciclistas urbanos de São Paulo.
Não é uma ONG, não é um instituto, muito menos uma empresa. É uma associação no sentido mais puro e simples da palavra, um grupo de indivíduos que se reúnem em torno de alguma coisa, no caso, a bicicleta como meio de transporte.
A associação vem preencher uma grande lacuna em nossa cidade, um entidade que represente os interesses dos ciclistas que utilizam ou que desejariam utilizar a bicicleta no dia a dia como meio de transporte.

Como associação, ela é dependente da mobilização de seus associados para acontecer, por isso é importante ter claro a necessidade da participação ativa de todos neste início de processo de estruturação da associação.