Pedalando de Buenos Aires até Valparaiso

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A viagem teve início em Buenos Aires, nossa ideia era de atravessar o continente e chegar até o oceano Pacífico. No início o plano era de seguir a ruta 8, já que a ruta 7 poderia estar alagada em alguns trechos como havíamos lido em algum relato sobre o trecho, então traçamos nossas rotas e cronograma de cidades passando pela estrada 8. No entanto, logo que chegamos em terras porteñas conversando com algumas pessoas de minha família, nos convenceram a seguir pela 7 mesmo, que seria uma rota muito mais bonita.
Saímos então, no dia 21 de dezembro, depois de fazer uma última revisão nas bicicletas. Atravessamos a cidade de Buenos Aires até encontrar o início da ruta 7, foram 30 quilômetros até conseguir sair da cidade e do caos que as grandes metrópoles formam no seu entorno. lambidas de ônibus e caminhões, além da fuligem, marcaram esta saída da capital.
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Saindo de Buenos Aires, começou a primeira grande etapa da viagem, atravessar as planícies Argentinas conhecidas como Os Pampas e chegar até Mendoza, pouco mais de 1000km até lá.
Na primeira noite, ainda faltavam uns 40 quilômetros para chegarmos no destino previsto, mas o tráfego de caminhões aumentou muito e por segurança decidimos parar e acampar ao lado do pedágio Villa Espil.
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IMG_4006 Almoço e siesta na sombra de uma árvore...
O grande desafio deste trecho, além das retas intermináveis, lambidas por caminhões que nem sempre podiam desviar para a outra pista, era o vento contra, que diminuía o ritmo da viagem, e o sol que cozinhava nossas cabeças ( 40º de sensação térmica). Houve dia em que pouco avançamos, vencidos pelo sol paramos depois de 40 km para descansar durante o dia em Vedia, local onde passaríamos a véspera de natal.

Os três participantes da viagem: Márcio, Silas y Mathias

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Sergio, el loco de Chacabuco Gauchito Gil
Em Chacabuco, uma pessoa nos para enquanto andávamos pela cidade e nos diz que alí mora uma pessoa que também viaja de bicicleta e que nós devemos ficar em sua casa. Sergio havia viajado até o Ushuaia alguns anos atrás e além de nos acolher em sua casa e charlarmos(conversar em Castellano) bastante, nos ensinou que para termos mais respeito dos caminhoneiros, deveríamos amarrar uma fita vermelha em homenagem ao Gauchito Gil, um santo argentino, e carregar uma bandeira argentina (ele nos presenteou com a que ele levou até o Ushuaia).
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Nos trechos de grande urbanização, a estrada ficava muito movimentada, principalmente de caminhões. Constatamos que na Argentina as pessoas respeitam bastante os ciclistas na estrada, ultrapassando pela outra pista. Porém, essa distância nem sempre é possível, principalmente quando vem carros ou caminhões do outro lado. Nestes casos, o caminhoneiro aciona sua buzina e nós rapidamente saímos para o acostamento de cascalho ou grama. Nestes momentos, os retrovisores se mostraram essenciais para garantir nossa segurança.

Tormenta Pedágio de Junin

Nem  sempre foi possível avançar como gostaríamos, um dia ao pararmos num pedágio, fomos alertados de que uma tormenta se aproximava. Dito e feito a tormenta chegou, a velocidade do vento era impressionante, não conseguíamos avançar e ainda nos arriscávamos ficando na estrada. As rajadas de vento eram violentas, nós poderíamos ser jogados no meio da estrada quando passasse um caminhão, ou um carro poderia ser arremessado contra a gente no acostamento. Paramos um pouco para decidir o que fazer e optamos por voltar ao pedágio e passar a noite lá, depois que a tormenta passar.

pôr do sol

E depois da tormenta, geralmente o céu se abre e oferece um presente para quem se dispões a contemplá-lo.

Algumas reflexões:

essa condição errante, nômade à qual nos acostumamos…

aprender a viver com o mínimo e o essencial, dar valor e ter prazer nisso

saborear e sentir a água, este líquido precioso e fundamental…

Parque municipal em Vedia ruta 7

Outra laguna bem grande IMG_4162

Horizontes, infinito, sol, silencio, meditação, cansaço, rotina, descanso, plenitude.

ah! sol

Rufino General Levalle

Depois do almoço uma siesta para recuperar as energias. Depois de um dia de pedal, o acampamento armado, prontos para comer e repousar.

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As vezes era necessário pedalar 30 km para encontrar uma sombra de uma árvore como essa. Outras vezes, a pista em duplicação está desativada para os carros, então podemos pedalar em segurança e contemplar a paisagem sem pensar no tráfego de veículos.

La Paz IMG_4327
IMG_4330 Perros no asfalto

Todos os dias, dezenas, muitas mesmo, de cachorros esmagados ou estraçalhados na estrada, nos faziam lembrar da fragilidade da vida e de como é perigoso trafegar por ali.

IMG_4339 Chuva forte

Depois de alguns dias na estrada, é importante verificar a calibragem dos pneus para rodar melhor no asfalto. Ao longe, nos espiavam as paredes de chuvas. Nós pedalávamos, fugindo para não sermos alcançados.

Mendoza IMG_4356

O tão esperado quilômetro 1000, e a primeira vista das pré-cordilheiras antes de chegar em Mendoza.

Pausa para passar o ano e nos preparar para a ascensão da cordilheira.

Oh! as montanhas! IMG_4397

Para começar o ano, demos início à travessia dos Andes e isso se fez em 4 dias. No primeiro, paramos em Potrerillos para passar a noite. Potrerillos é um grande lago com água de degelo das montanhas, um lugar muito bonito apesar do turismo intenso.

Acampados em Potrerillos voltando para a ruta 7

Em algum lugar entre Potrerillos e Uspallata IMG_4466
La difunta Corea, foi uma mulher que morreu de sede no deserto, porém conseguiu salvar seu filho com o leite de seu peito mesmo depois de morta, se transformou numa santa. Santuários são montados nas estradas argentinas em sua homenagem, e a tradição manda deixar uma garrafa com água para ela. Aqui não morreremos de sede!

Chuva nos Andes IMG_4478
No segundo dia paramos pouco antes de começar uma baita tempestade num hostel em Uspallata. Depois da chuva, as pequenas estradas próximas, se transformaram em corredeiras de água.

IMG_4497 Uspallata

No terceiro dia, saindo de Uspallata, uma longa etapa de 100 km nos aguardava, porém o visual recompensaria qualquer esforço, como quando avistamos o Cinturão de Prata.

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Rio Mendoza IMG_4545

Seguindo o grande vale do rio Mendoza, era difícil conter a emoção, que paisagens!  Nos sentíamos no solo do planeta Marte! Ao lado do rio quase o tempo inteiro, a subida se faz gradativamente, com um grau de inclinação que varia de 6% a 9%.
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IMG_4550 O vento

A chegada em Puente del Inca foi muito difícil, o vento era tão forte, que mesmo durante as descidas, a velocidade se mantinha entre 6 e 10 km por hora! Em Puente del Inca, passamos a noite num refúgio onde os alpinista que vão subir ao Aconcágua ficam antes de começar a subida, pudemos assim conhecer e conversar com alguns deles.
Puente del Inca Puente del Inca

Aconcágua IMG_4600

Já dentro do parque Provincial do Aconcágua, pudemos conhecer a sentinela de pedra.

A sentinela de pedra

Mesmo de longe, a magnanimidade desta formação aliada com a sensação de ter chegado lá pedalando, nos fez sentir uma euforia difícil de descrever. O Aconcágua é uma das maiores montanhas do mundo com 6962 metros de altitude.
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Ultrapassando a barreira dos 3000 metros de altitude, o frio é intenso e o vento constante.
Las Cuevas IMG_4674

Chegando em Las Cuevas, povoado na divisa da argentina com o Chile, as bufadas de vento vinham acompanhadas de rajadas de neve. Por sorte a temperatura era de 5 graus, já que não tínhamos equipamento adequado para enfrentar uma verdadeira tempestade de neve.
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Depois de atravessar o túnel do Cristo redentor, que marca a fronteira entre Argentina e Chile, começa um longo trecho de descidas. Mas antes, passar pela burocrática e mau-humorada fronteira Chilena.

IMG_4691 Los Caracoles

Umas das recompensas da viagem seriam as 29 curvas de descida do trecho conhecido como Los Caracoles. Os engenheiros que projetaram a estrada conseguiram fazer com que caminhões, ônibus e carros subam facilmente um trecho acentuado de mais de 1200 metros de desnível.
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Depois dos Caracoles, continuamos a descer. No total foram 2400 metros de descida em 60 quilômetros aproximadamente, quem diria que passamos 4 dias subindo e em duas horas e meia já estávamos embaixo!
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Eric recebe em sua casa ciclistas do mundo que passam viajando na região há mais de 30 anos. Ele já recebeu os maiores cicloviajantes do mundo em sua Casa de ciclistas e o livro de ouro, caderno onde ele faz os ciclistas assinarem e escreverem algo já está em seu quarto volume! Depois de passar um dia descansando em sua clínica, saímos de Los Andes, o objetivo era atravessar as cordilheiras litorâneas e chegar no oceano.
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Esta região do Chile é formada por longas cadeias de montanhas e vales irrigados extremamente férteis. Por outro lado, as cordilheiras litorâneas, são áridas e nos fazem sentir como se estivéssemos no velho Oeste.
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A primeira vez que puseram os pés nos Pacífico. Não se conformavam que haviam cumprido o objetivo de atravessar o continente nem com a temperatura da água, que gelo!


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No último dia, um pedal de 100 km pela costa para conhecer um pouco do litoral chileno.
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E para terminar a nossa aventura, um pôr-do-sol incrível no oceano, na praia de Reñaca.

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Alguns dados do GPS na viagem.

Realizamos a travessia de Buenos Aires até Valparaiso em 16 dias, foram aproximadamente 1650 quilômetros percorrendo as províncias Argentinas, os Andes, atravessando a fronteira no Passo dos Libertadores e as pré-cordilheiras marítimas no Chile, além de conhecer um pouquinho do litoral Chileno.
Com o gps foram registrados os seguintes dados:
mapa 1: http://connect.garmin.com/activity/62986835
mapa 2: http://connect.garmin.com/activity/62986827
mapa 3: http://connect.garmin.com/activity/62987714

Distância: 1,632.82 km
Horas pedaladas : 83:09:49 h:m:s
Ganho de elevação: 8,965 m
Veloc. média: 19.6 km/h
RC méd.: 85 bpm
Cadência média na bicicleta: 71 rpm
Calorias: 52,952 C

Fatos curisosos:

- Pedalamos mais de 1650 km em 16 dias e 2 dias de descanso em Mendoza e em Los Andes.

-foram utilizados 3 butijões de gás, 2 panelas, 1 frigideira e uma chaleira.

-fideos ( macarrão) , molho vermelho, tomates, cebola, ovos, arroz, lentilha, purê de batata, milho, ervilha, jardineira, pão (amassado, francés, de forma, etc.), mucho dulce de leche, marmelada, margarina, café, temperos, sal eram os principais ingredientes encontrados em nossa cozinha.

- os gastos da viagem se limitaram a passagem aérea, comida, água, suco e 7 noites em hostels.

Nossa cozinha, ou alguns momentos gastronômicos da viagem:

Villa Espil IMG_4112
Preparando o jantar no pedágio de Villa Espil e a ceia de Natal em Vedia.
Café da manhã IMG_4411
Pausa para um segundo café da manhã em algum lugar entre San Luís y La paz e preparando o jantar no abrigo do camping sob muita chuva em Potrerillos.

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Em Los Andes, na clínica veterinária, realizamos alguns banquetes na sala de radiografia ao lado da mesa de operações!

Durante o pedal encontramos alguns cicloturistas:

- http://www.tour-du-monde-tandem-handbike.fr/

- http://gregmccausland.blogspot.com

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- um casal de franceses que estavam há 9 meses na estrada pedalando pela américa.

- além de outro,s que cruzamos durante a travessia e com quem não pudemos trocar algumas palavras.

-= Mais fotos em : http://www.flickr.com/photos/fingermann/sets/72157625810596492/ =-

Se quiser saber mais informações sobre a viagem ou sobre a rota, não hesitem, entre em contato!

Vive les vacances!

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“Vive les vacances, finit les punitences!
Les cahiers au feu et les élèves au milieu!”

Preparação da viagem Buenos Ayres até Valparaiso

Atravessar os Andes é algo um pouco mítico, atravessar o continente de um oceano ao outro, passar no pé da montanha mais alta das américas, tudo isso montado em minha bicicleta! É reforçar o sentimento de liberdade que a bicicleta nos proporciona. Jornadas que pareciam impensáveis se tornam percorridas; aos poucos vamos costurando, por diferentes caminhos, o planeta em que vivemos e isso nos dá aquele gosto na vida.

Bike route 653046 – powered by Bikemap

A rota em dois mapas separados:

Bike route 760299 – powered by Bikemap
Bike route 760309 – powered by Bikemap

Mão na roda

Já está funcionando a oficina de bicicleta comunitária Mão na roda, aberta toda quinta-feira das 18 às 22 horas.
Trocar uma peça, regular o câmbio, alinhar uma roda. Precisa fazer uma regulagem e não sabe como? Está procurando informações sobre alguma coisa. Tá afim de tomar uma cerveja e trocar ideia com outras pessoas?

A oficina é

  • É um espaço para dar autonomia aos participantes na manutenção mecânica de suas bicicletas;
  • É um espaço de encontro, interação e trocas de conhecimentos, aberto semanalmente;
  • É um espaço coletivo, onde a responsabilidade pela organização e funcionamento deve ser compartilhada;
  • Irá estimular projetos como feira de trocas, reciclagem de bicicletas e workshops;
  • É mantida graças a doações e ao trabalho de um coletivo aberto à participação de qualquer pessoa;
  • Mais informações você encontra aqui: http://www.ciclocidade.org.br/mao-na-roda

    Ainda estamos montando nosso acervo de ferramentas, portanto se você tiver alguma doação para fazer, ajudará a estruturar a oficina neste momento inicial.

    Volvo in oppidum – São Paulo

    Volvo in oppidum
    / do latim

    Rodo na cidade
    O verbo rodar que em latim é Volvo, volvi, volutum, ere. http://www.lexilogos.com/latin/gaffiot.php?p=1694
    Oppidum,i é a palavra utilizada para designar uma cidade na época do império Romano.

    Sobre este blog…
    É um olhar, uma foto, um instante, uma reflexão sobre a urbe a partir do meu meio de transporte, a bicicleta.

    Dormir na rede

    Uma alternativa para não carregar uma barraca e ter de armar e desarmar ela, é a utilização de rede. Utilizei a rede Kampa, que não pesa quase nada, amarrada entre um poste e uma árvore. Para os dias de chuva existe uma capa que protege para não nos molhar.

    Quando passamos o dia pedalando, dormir com o corpo estendido e confortável parece ser algo fundamental. Numa pequena cidade, perdida por aí, fica uma praça. Um lugar para se passar a noite e descansar para mais uma etapa de viagem.

    22 de setembro – Dia Mundial Sem Carro 2010

    Todos os anos, no dia 22 de Setembro, acontece o dia mundial sem carro. Iniciativa iniciada no final da década de 90, centenas de outras cidades aderiram à data, seja com uma participação direta das prefeituras, seja com uma participação apenas da iniciativa civil.

    cartaz – pedalo pelado

    Aqui em São Paulo, desde 2004 “comemoramos” o dia realizado uma massa crítica na avenida Paulista. O DMSC tem geralmente uma grande importância para a Bicicletada, a massa crítica local, pois nos últimos anos houve uma aumento no número de ciclistas considerável no movimento a partir desta data.

    Portanto é uma data aguardada com ansiedade, pois além dessa intensa participação das pessoas, eventos também pululam de todos os lados, sendo a semana do ano mais “agitada” em relação a bicicleta.

    Em 2010 aqui em São Paulo, momento em que a bicicleta está começando a ter mais importância, diferentes atividades estão programadas ao longo da semana (uma programação mais completa você encontra aqui):

    Na quinta 16/09 acontece o Desafio Intermodal e um Alleycat.

    No sábado 18/09 haverá uma projeção de filmes relacionados a mobilidade urbana no festival Entretodos das 15 até as 18 horas.

    No domingo 20/09, na Tag and Juice, acontece a iniciativa Arte Mobilidade para comemorar o DMSC com projeções de filmes, oficina de silk e outras coisas.

    quarta 22/09, a Ciclocidade organiza um café da manhã para acolher os ciclistas que passarem na praça do Ciclista a partir das 7 da manhã, em seguida estão previstas muitas vagas vivas espalhadas pelo centro da cidade, além da grande Massa Crítica a partir das 18 horas, que ocupará as ruas para sonhar e viver uma cidade sem carros.

    cartaz – pedalo pelado

    Ocupem as ruas e as calçadas, abaixo a opressão dos motorizados e do culto à velocidade.

    Transforme todos os dias do ano em dia mundial sem carro.

    Mais informações:

    Na Ciclocidade: (em breve a programação completa da Ciclocidade)

    Na Bicicletada: http://www.bicicletada.org/DMSC2010